Amantes viajantes... Nunca a chegada.
Perdidos na imensidão do vazio de seus corações, apenas o encontro nos sonhos.
Cada minuto... A eternidade.
Valeu a pena?
Sim. Todos.
Um dia −, Almas Gigantes.
Hoje, Alma Gigante na realidade de uma Alma Pequena.
Sofridas, agonizam pela saudade da presença ausente.
Pequenas são as esperanças.
Na busca, a tentativa de alcançar o inalcançável.
Em suas vidas, ao final, a eterna espera.
Amanhecem em si.
Todos os dias se têm.
Nenhum dia as tem.
Nada e tudo são para sempre.
Dias vazios−, não há o sustento de uma vida.
Não há apoio algum. O mundo se desmorona.
No repouso, o abandono.
No ócio, o estresse.
Na incerteza, a certeza da luta...
Inglória a vitória.
Encontro inexistente.
Morte a cada novo amanhecer.
A vida... Um jogo...
Se a perder, resta-lhes a culpa.
Como privar Alma Pequena de estar nesse mundo, se o mundo que deseja não pode estar?
Alma Gigante, somente num mundo distante.
Quem é Alma Gigante?
− É a essência de uma Alma Pequena. É o nada na sua existência. Representa o mundo vivo numa saudade, extinguido em sombria realidade.
− É a amiga oculta, existente no peito, ausente do mundo. Sua luta é relutar para não voltar, mas força estranha a impulsiona a retornar. O desejo de saber onde está sua Alma Pequena, a faz retroceder. A tudo precisa saber.
− É a amiga oculta que dá luz à sua Alma Pequena quando o seu caminho está nas sombras. Dá-lhe um sopro de vida para que se reerga e renasça em seu peito a esperança da continuidade.
Ah Alma pequena!
Seu mundo é tão pequeno. Nada tem.
Sua única companheira é a solidão.
Ausente é seu lar, há apenas a casa. Desguarnecida de bens, de sentimentos e de aconchego.
Miserável é sua vida. Tem apenas o abraço de paredes frias, seu corpo lançado sobre o carpete estirado ao chão, repousa solitária no vazio de uma noite sem fim.
Nas manhãs, de todos os dias... O nada. O olhar a vaguear por um horizonte em busca de vida.
No encontro? Apenas, o nada.
Seu coração está repleto do vazio de sua Alma Gigante.
Resta-lhe a espera de mais uma noite eterna.
Forças não há. É o limite do seu ser.
É chão que já deu vinha.
Abandonada por todos à própria sorte, carrega em si o único motivo que ainda a faz sentir a brisa da esperança bater dentro de seu peito... A volta de sua amiga oculta - Sua Alma gigante - O seu coração, o lar de todos os dias de uma vida.
No destino, não há um plano.
São momentos que passam no tempo.
Um tempo perdido no tempo.
Deixar que se finde?
Difícil decisão.
Alma gigante se oculta no recôncavo dessa Alma Pequena.
É a sua sobrevivência.
Separadas, viverá Alma Gigante, trazendo em seu peito, o martírio da morte de sua Alma Pequena.
